domingo, 28 de junho de 2015

O próximo passo



É preciso andar pra frente. Jesus na cruz já não mais basta, aliás, ninguém mais suporta. É preciso voltar a enxergar com os olhos do Cristo vivo, aquele que vivia em Si o Reino do Céu assim como vivem as Crianças e os Animais (a natureza viva, energia móvel e descondicionada), o mesmo Cristo cuja morte foi selada pelo povo, abandonado por seus próprios seguidores (salvo, claro, as mana mais firmeza), o mesmo Cristo que chutou os mercadores do templo e que trouxe não a paz mas a espada! E fizeram uma religião da Morte da Energia Viva, uma pedra pra selar o túmulo daquele que no entanto volta em cada Criança, em cada Animal, e precisa ser de novo, e de novo, assassinado, pela pedra que lhe puseram em cima. A Criança e os Animais são, ademais, todos nós. E também, em nosso centro, somos Cristo. Resta a tarefa de realizar isso cada um a partir de seu próprio centro. Isso é andar pra frente.

domingo, 24 de maio de 2015

The Book of Law according to the I-Ching

Horus by Neutralie


I asked the I-Ching the following question:

What's the pertinency of the Book of the Law for humankind?

As a result I got the 6º hexagram, "Conflict" (originally termed "Sung"), with the 2º and 4º line in transition, taking us to the 20º hexagram, "Contemplation" (originally termed "Kuan"). (1)

sábado, 11 de abril de 2015

quinta-feira, 9 de abril de 2015

O Livro da Lei segundo o I-Ching (parte 2 de 3)

Perguntei ao I-Ching: Qual a pertinência do Livro da Lei para a humanidade?


Na parte 1 deste post, analisei o hexagrama "Sung", Conflito, que expressa a situação da humanidade logo antes da recepção do Livro da Lei. Agora, a parte cremosa!

quarta-feira, 8 de abril de 2015

O Livro da Lei segundo o I-Ching (parte 1 de 3)


Em comemoração ao feriado thelêmico dos 3 dias da escrita do Livro da Lei, decidi compartilhar com vocês uma divinação (e sua análise) que realizei através do I-Ching. A pergunta é:

 Qual a pertinência do Livro da Lei para a humanidade?

Como nem todo mundo tá por dentro do que estou falando, começo explicando o que é o I-Ching, e o que é o Livro da Lei.

quinta-feira, 20 de novembro de 2014

Os arco-e-flecha que caíram do céu

"Darkstar Journey", Larry Carlson

Recentemente discuti com uns marxistas no website Feice, uma dupla particularmente grossa, rendendo 250 posts e além. Enquanto meus amigos me perguntavam "porque diabos você tá perdendo seu tempo?", eu assentia sem resposta. Mas meu coração disse "siga" e eu fui (1). Tudo girava ao redor da noção de "trabalho", que supunham de pertinência universal, e do valor (ou desvalor) dos pós-estruturalismos antropológicos à-la Eduardo Viveiros de Castro.

Da parte destes marxistas, "trabalho" é o esforço socialmente organizado pra atender as necessidades materiais. Seria portanto algo universal, já que todos comem, e arcos-e-flecha não caem de árvores. As conotações negativas que a palavra "trabalho" me evocam seriam referentes apenas ao trabalho alienado, nas condições do capital (e, presumo, também da servidão pré-capitalista).

Eu questionava até onde era possível dizer deste "universal" sem com isso atropelar a alteridade. O que eu dizia é que os recortes que eles traziam, ao construir esse "universal", não eram nada universais, partiam aliás de concepções bem particulares à vivência do proletariado europeu do século XIX, pressupondo um "sujeito humano" essencialmente distinto da "natureza", que usa a "cultura" para "moldar" a segunda. Ao invés de discutir nesses termos, preferi dedicar-me a esburacar essas concepções, denunciando sua particularidade, para quiçá recomeçar a conversa em outros termos.

terça-feira, 20 de maio de 2014

Daqui a Cinco Mil Anos

Fonte: desconhecida

Se tem algo que a auto-observação atenta me revelou, é que: O corpo é memória. O corpo, que digo, é um corpo monista. inclui também a mente e o cérebro.

Ainda à flor da pele moram as memórias recentes; já nos recessos mais profundos dos músculos estão travadas as memórias dolorosas da infância, de cada choro que tivemos de engolir, de cada humilhação que suportamos em vias de conservar o amor e cuidado de nossos pais. O corpo expressa a todo momento a sua história, com suas cicatrizes, movimentos e criações. O corpo já nasce sendo gravado de memória por todos os lados - pelas instituições sociais que o recebem no mundo; pelos corpos dos pais e familiares; e também pela linguagem. Nosso parto é só mais um argumento em linhas de fissura ancestrais, indivíduo x sociedade, natural x social, razão x emoção, homem x mulher, céu x terra. Cada parto humano uma síntese desse debate, e cada síntese uma solução apenas parcial pros velhos dilemas, recriando o debate a partir daquilo que se manteve ainda insolúvel.